|
||
|
Triste futebol baiano *JOLIVALDO FREITAS Os pernambucanos têm o maior orgulho de seu campeonato estadual de futebol. Olham para o próprio umbigo. Zoar, pirraçar, exibir bandeiras e encher os estádios com os times locais é práxis. Consideram que, para seus clubes, participação em campeonatos nacionais é mera consequência. Nada paga a emoção de ver o Sport enfrentar o Náutico; este se bater com o Ferroviário. O Santa Cruz pegar o Central ou o Salgueiro ou o Serrano. Todo time tem torcedor certo. Em Minas Gerais é a mesma coisa. Cruzeiro, América, Atlético, Uberaba, Vila Nova, Tupi e até o Caldense fazem a festa. Clubes antigos. Velhas paixões. Todos com apoio da federação. Todos preservados, pois se sabe que se um time antigo acaba, o brilho do campeonato também perece. O que vemos hoje na Bahia é a falta de respeito pela história. Quem quiser pode argumentar que os velhos times foram atropelados pela modernidade, pelo business ou pela falta de profissionalismo. Nada justifica a falta de preservação dos clubes e de suas identidades. Estamos vivendo um momento triste (não vamos falar aqui da falta de compromisso do baiano com seus valores históricos e culturais), em que Bahia e Vitória continuam se alternando em resultados e se improvisando agremiações sem perfil ou história. A fórmula do Campeonato Baiano de Futebol, pelos resultados nas arquibancadas e pela insatisfação generalizada, está esgotada e é inócua. Será que não é o momento de uma abordagem mais romântica para ver se o futebol baiano se salva? Nosso futebol sempre foi respeitado pelos números nos estádios. Em todo o País se comentava que o baiano gostava tanto de futebol que seria capaz de encher um estádio para ver Bahia contra qualquer um. Quem não lembra de jogos entre Bahia e Flamengo com mais de 70 mil pessoas. E os BaVis com – diz a lenda? – 110 mil torcedores nos anos 80. Os organizadores do futebol baiano poderiam fazer um campeonato "ressuscitando" clubes que fizeram a história das pelejas. Podiam zerar tudo e convidar para entrar no circuito o Galícia, o Ypiranga (time do coração de Jorge Amado, João Ubaldo e do maestro Carlos Lacerda). Chama o Leônico, o Redenção e o Guarani. Claro que eles não têm verba para pegar um vôo para jogar com o Colo Colo, mas pensase em algum tipo de ajuda. Eles dariam charme ao campeonato. Coisa que não existe hoje. Ao mesmo tempo reviva-se a prática do "Torneio Início", onde cada time joga um pouquinho contra o outro. Programem os jogos para os domingos pela manhã para que os pais levem mulheres e filhos e depois deem uma chegada na praia. Quem sabe – num momento em que o futebol baiano vem caindo de qualidade, décadas seguidas – não seria bom olhar para trás? Quem sabe retomar o romantismo de antigamente não é uma ação de marketing moderno? *Jolivaldo Freitas é jornalista e edita o site http://www.noticiacapital.com.br Fonte: A Tarde - 18/07/2009 - Opinião - Página 3 Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 13h41
[]
[envie esta mensagem]
Chile pode assumir copa América de 2015 no lugar do Brasil A troca aconteceria em comum acordo entre os países, pois o Brasil irá sediar, nos anos anteriores, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo Equipe Universidade do Futebol Na quarta-feira, 15, Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-americana de Futebol, assumiu que existe a possibilidade de o Brasil ser substituído pelo Chile como sede da Copa América de 2015. A troca ocorreria de comum acordo entre os países, uma vez que os brasileiros receberão, nos anos anteriores, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, em 2013 e 2014, respectivamente. Por isso, as federações de futebol do Brasil e do Chile estão negociando a mudança de ordem no rodízio de sedes da Copa América. Se ficar confirmada a alteração, o Brasil será a sede da competição em 2019. "Estamos pensando, mas não queremos adiantar nada. Existe esta alternativa (de mudança na ordem), mas estamos esperando que Chile e Brasil entrem e acordo", ponderou Leoz. O dirigente tem um encontro marcado com Michelle Bachelet, presidente chilena, na próxima semana, em Assunção. Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 21h58
[]
[envie esta mensagem]
|
||