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Favor enviar notícias, curiosidades, atividades etc. do E.C.Ypiranga para que possamos atualizar este Blog com notas sobre "O Mais Querido" Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 13h15
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Racismo no futebol brasileiro João Paulo Medina medina@cidadedofutebol.com.br Em um estudo acadêmico realizado no Departamento de Psicologia na Universidade Federal da Paraíba observou-se o caráter essencialmente contraditório da discriminação racial no Brasil. Neste estudo constatou-se, entre outras coisas, que praticamente todos os 120 universitários entrevistados na pesquisa afirmaram existir preconceito racial no Brasil. Entretanto, e curiosamente, a grande maioria desses estudantes não se considerava preconceituosa. Mas muitas outras facetas dessas contradições de nossa sociedade hierarquizada, segregacionista e, muitas vezes, antidemocrática podem ser notadas no futebol brasileiro. Sabe-se que desde o final do século XIX, quando o futebol foi introduzido no Brasil, até por volta dos anos 20 do século passado, esta modalidade esportiva era praticada quase que exclusivamente por brancos e ricos. Outro dia deparei com um artigo muito interessante sobre racismo no futebol escrito por Mário Prata, comentando um texto do jornalista Maurício Cardoso. Ele comenta que entre 1923 e 1924 o Vasco da Gama causou alvoroço quando, com uma equipe formada por mulatos, negros e pobres, ganhou o bicampeonato carioca. Conta também que nesta época “os brancos, ricos e finos, ainda tentaram resistir à entrada no negro no futebol criando uma regra especial: quando um branco cometia falta violenta sobre um jogador negro, o árbitro a assinalava e o jogo continuava. Quando o negro, por sua vez, cometia falta violenta sobre um branco, o juiz apitava e, antes da falta ser marcada, o branco tinha direito de responder à violência.” Ou seja, dois pesos duas medidas e a evidência explícita do preconceito. Mas o articulista continua seu relato: “Às vezes até a torcida e a polícia entravam em campo para bater no infrator escuro. Resultado: os negros preferiram evitar as bolas divididas. Em vez de enfrentar os adversários, passaram a fintá-los”. Dizem alguns estudiosos de nossa sociologia que tal gesto de resistência criativa exercida pelo negro consagrou definitivamente o drible no futebol brasileiro. E aí, consubstanciando-se mais uma contradição da nossa cultura, observa-se o racismo produzindo arte, através da ginga, malandragem e perspicácia do negro brasileiro. Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 13h12
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O papel do professor no ensino do futebol Reflexão engloba o sentido mais amplo da profissão Equipe Cidade do Futebol Significar alguém é assumir uma atitude de não-indiferença e atribuir um valor a essa pessoa. Quando significamos alguém, essa pessoa pode receber um valor positivo ou um contravalor negativo. E o valor (ou contravalor) é tudo aquilo que é capaz de fazer o homem inclinar-se e optar por uma direção. A partir desses conceitos, torna-se possível uma tentativa de classificação da profissão de professor. O professor é um educador. E como professor, tem a incumbência de ensinar valores a seus alunos. O papel do professor é identificar, incorporar e viver valores. Portanto, o técnico (ou professor de educação física) deve criar oportunidades educativas para seus atletas no início do contato com o esporte. Mais do que aprender táticas ou técnicas do jogo, as crianças precisam ter o esporte como meio de adquirirem valores fundamentais para a formação de seu caráter. Dessa maneira, o futebol pode se tornar num meio de integração social. Através do esporte, o professor de educação física pode endereçar a criança para onde quiser. No jogo, por exemplo, ela tem a bola, aquilo que mais ama, e passa para outro fazer o gol. Com isso, a criança se realiza na ação do outro e cria relações de interação social muito mais fortes do que um milhão de aulas teóricas. Na iniciação esportiva, o professor não pode mais se limitar a ensinar / aprimorar os conceitos do jogo. Em vez disso, a atividade física deve funcionar como um processo educativo, de interação e desenvolvimento social. Isso reflete uma mudança no conceito global de educação física, que não pode mais se limitar ao aspecto físico ou técnico. A criança, mesmo como atleta, não deixa de ser uma unidade e um fenômeno social, cultural, econômico e político. Para tanto, é preciso que a criança se relacione com o futebol de maneira lúdica, com prazer e muita alegria. O momento esportivo tem de ser diferente, formativo e educativo, ainda que competitivo. É preciso que se trabalhe outros valores além da busca pela vitória. O importante é conviver com o esporte de forma prazerosa, sem rótulos e sem cobranças. Outra questão importante é a formação do profissional. No caso do futebol, ainda existem muitas pessoas não-formadas trabalhando com crianças. Entretanto, a qualificação profissional é essencial para a compreensão do processo global de iniciação esportiva, bem como as fases de desenvolvimento do jovem esportista. A criança é um estudo árduo, complexo e amplo, que requer do profissional uma porção enorme de dedicação, paciência e competência – não apenas técnica, mas social e emocional. Ser competente é ser capaz de, entre outras coisas, ler a realidade completa, problematizar, propor alternativas, interferir objetiva e qualitativamente no que se faz, conhecer os fins e objetivos do esporte, conhecer as características da criança e inter-relacionar teoria e prática. Bibliografia FILGUEIRA, Fabrício M.. Futebol – uma visão da iniciação esportiva. Editora RiberGráfica, 2004. Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 13h12
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