E.C.Ypiranga - O mais querido


Água benta

Naquela cidadezinha mineira, o fascínio pelo futebol era geral. Aos domingos, era de lei assistir aos jogos do Expressinho, nome dado em homenagem ao Expresso da Vitória, time inesquecível do Vasco e paixão do seu fundador.

Farmacêutico aposentado, seu Miranda era o técnico, médico e psicólogo do time, conhecido na região pela capacidade de reverter resultados aparentemente impossíveis. Várias eram as histórias contadas sobre viradas inesquecíveis após suas preleções no intervalo.

Dona Xica, sua mãe, aos 85 anos, era a torcedora símbolo do time. Não perdia um jogo e, bandeira na mão, tinha até lugar cativo à beira do gramado.

Naquele domingo, sol de 42 graus, a coisa não estava indo bem para o Expressinho. Terminado o primeiro tempo, o placar apontava 2 x 0 para os visitantes.

Portas fechadas no vestiário, o técnico se reunia com seus atletas, tentando mais uma heróica façanha. De repente, um alvoroço. É o massagista, batendo à porta:

- Que tumulto é este?

- É dona Xica, seu Miranda! Está correndo feito louca, dando volta olímpica no campo com a camisa na cabeça, como o Rivaldo.

- Mas, o que houve?

- Ela estava com muito calor e eu fui ao vestiário e dei a ela um copo de suco. - Daquele que o senhor costuma dar pros jogadores...

- Nossa Senhora! Mamãe está dopada!

Fonte: http://www.causosdabola.com.br



 Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 16h55 [] [envie esta mensagem]






Causos do futebol...

Gandula do Além

O futebol era a grande atração da pequena Sotéria do Norte. Aos domingos, a cidade parava para assistir às acirradas disputas que se realizavam no “Estádio Caveirão”. -- O nome vinha da proximidade do campo com o cemitério local.

No passado, dois coronéis da região, vizinhos de terra e arqui–inimigos políticos, viviam às turras. Um deles, eleito prefeito, e sabendo que o vizinho detestava futebol, construiu o estádio bem na divisa das fazendas - só para provocar o inimigo.

Tempos depois, com a mudança do comando político no lugar, o outro vizinho vingou-se de seu desafeto: doou à Prefeitura o terreno para construção do Cemitério Municipal, exatamente nos fundos do campo, a grande obra da administração do rival.

A cidade até se divertia com a briga. Um dos times locais, passou a se chamar Caveirinha, em clara alusão ao cemitério. Os locutores do local, acostumados com a situação, quase sempre soltavam pérolas do tipo:
- O chute saiu torto! E a bola caiu lá no túmulo da beata Carlota!

Ou então:

- A redonda bola passou rente ao ângulo e explodiu na torre do necrotério!

Às vezes, porém, surgiam imprevistos, como ter que parar o jogo para que passasse algum enterro.

Havia, porém algumas conveniências. Por exemplo: Zé Coveiro um sujeito magro, que cultivava uma longa barba, e cujo nome denunciava a profissão; nos dias de jogos, fazia um extra, trabalhando como gandula. Era extremamente útil . Ainda mais, quando a bola caia no seu local de trabalho.

E sempre devolvia rapidamente a bola, conhecedor que era, do seu terreno.

Naquele dia, entretanto, em que o Caveirinha enfrentaria o time de Sobradinho, cidade vizinha, Zé Coveiro, porém, não apareceu. Com o Caveirão lotado, a peleja começa. Sem gandula.

Quando a bola saia pela lateral ou linha de fundo (onde ficava o cemitério) , eram os próprios jogadores que tinham que busca-la . E a tardinha ia caindo...

Foi então que num chute mais forte de um atacante do Caveirinha, a bola transpôs o muro do cemitério e sumiu.

Os jogadores do time visitante, que perdia o jogo, apressam em pegar a bola para recomeçar a partida. Entrando pelo portão central do cemitério, acabaram perdidos em meio ao matagal e ruínas de sepulturas. E nada da bola...

Eis que de repente, ouve-se um barulho! A tampa de uma tumba se abre e de dentro dela surge Zé Coveiro, sem camisa, cabelos despenteados e barba revolta - na maior ressaca do porre da véspera:

- Quanto “tá” o jogo companheiros? - perguntou com voz pastosa e arrastada.

O time inteiro do Sobradinho saiu em disparada! E o jogo não acabou, Por absoluta falta de jogadores...

www.causosdabola.com.br



 Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 16h27 [] [envie esta mensagem]






Estudo aponta que 8% dos atletas apresentam problemas cardíacos

 

Dados foram obtidos em avaliações realizadas pelo Hospital do Coração em 5 mil atletas até 35 anos

 

Equipe Cidade do Futebol

 

Depois dos casos de morte súbita no futebol ocorridos nos últimos anos o Hospital do Coração (HCor) apresentou estudo que aponta um dado alarmante: 8% dos atletas com até 35 anos de idade apresentam algum tipo de problema cardíaco. E, o que é pior, poucos dão atenção ao fato.

Segundo o cardiologista Nabil Ghorayeb, o número de atletas com arritmia e outros problemas no coração tem aumentando. "São problemas que vão desde uma arritmia até uma insuficiência mais grave. No entanto, independente da gravidade, qualquer observação a respeito da saúde do coração deve ser levada em consideração", orienta o médico do HCor.

Para Ghorayeb, os preparadores físicos e os próprios jogadores de futebol não tratam os problemas diagnosticados com a atenção que eles merecem porque uma simples arritmia já levaria ao afastamento temporário do atleta de uma competição. Outro aspecto observado pelo médico é o excesso de treinamento que há no futebol, que provoca aumento das cardiopatias e uma queda na imunidade, provocando aumento de viroses e outros problemas.

Nabil Ghorayeb, que estará ao lado do professor doutor Adib Jatene (diretor-geral do HCor) e do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, Félix Drumond, no 1° Simpósio Sport Check-up de Medicina do Esporte do HCor, no próximo dia 9, acredita que a prevenção é o caminho mais indicado para que novas tragédias sejam evitadas. "A avaliação é fundamental para evitar trágicos acontecimentos como os que assistimos nos últimos meses", concluiu.



 Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 16h24 [] [envie esta mensagem]




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