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O futebol levado a riso João Paulo Medina * Quanto mais estudo e tento entender o futebol, enquanto fenômeno ou manifestação cultural, mais fascinado fico por ele. Outro dia, na busca de novos olhares sobre esta modalidade esportiva, deparei com um pequeno livro do pedagogo, poeta, psicanalista e filósofo Rubem Alves, chamado "O futebol levado a riso". E, antes de iniciar sua leitura me perguntei: o que faria este respeitado pensador brasileiro, que costuma escrever sobre educação, poesia, filosofia entre outros assuntos, dedicar seu tempo a refletir sobre futebol. E inspirado por aquele ditado que nos diz que "se alguém conhece o aquário, este alguém não é o peixe", iniciei a leitura do livro. E posso dizer que as horas que me debrucei sobre os gostosos textos do professor não foram em vão. Com sua inteligência incomum o mestre, que confessa não acompanhar muito de perto as notícias do futebol, envereda a falar sobre as relações desta paixão mundial com a geometria, a matemática, a religião, a saúde, a política, entre outros temas. Com olhos de psicanalista que é, afirma que "o futebol não merece ser levado tão a sério. Ele deve ser levado a riso. Se levado muito a sério, o futebol provoca fanatismo, e o riso e a alegria se transformam em raiva e violência". Afirma ainda "ficar sonhando com a possibilidade de se transferir um pouco do entusiasmo do futebol para as coisas sérias da vida. A seriedade é a característica do demônio. Rindo, os demônios se vão. Rindo, nos tornamos irmãos...". Sábias palavras do professor. * É professor de Educação Física, técnico especializado em futebol e mestre em Filosofia da Educação Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 18h54
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Vamos torcer pelo Brasil Ronaldo faz dois gols em primeiro coletivo do Brasil na SuíçaDaniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL Em Weggis (Suíça) Ronaldo foi o personagem do primeiro coletivo do Brasil no Estádio Thermoplan, em Weggis, na Suíça. O atacante marcou dois gols da vitória por 4 a 1 dos titulares sobre os reservas e foi o principal destaque da movimentação, que durou pouco mais 47 minutos. Mesmo antes do início dos trabalhos, a impressão era de que Ronaldo, que não disputa uma partida oficial desde 8 de abril, quando sofreu uma lesão muscular, estava com vontade de "mostrar serviço". Ainda no aquecimento, ele foi um dos primeiros a bater na bola, brincando com os companheiros, sob o olhar do maior público em todos os dias de treino. Esta foi a primeira simulação real de jogo da seleção e o início da fase de testes táticos e coletivos. O dia também marcou o encerramento dos testes físicos mais fortes, tônica dos treinos desde terça-feira, quando começaram os trabalhos em Weggis. Era esperado um coletivo, mas o técnico Carlos Alberto Parreira iniciou a movimentação em um gramado com dimensões reduzidas, com as traves na meia-lua. O trabalho seguiu dessa maneira por pouco mais de 26 minutos, quando o trabalho continuou em campo inteiro. O treinador não indicou novidades na equipe titular e manteve o quarteto ofensivo, entrando em campo com o provável time da estréia contra a Croácia na estréia na Copa, dia 13, com Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Ronaldo e Adriano. Os reservas exerceram uma marcação forte desde o início e ainda criaram a primeira chance de gol. Em seu segundo tiro de fora da área, Edmílson obrigou Dida a fazer defesa em dois tempos. Aos poucos, os titulares começaram a tomar conta do jogo. A primeira oportunidade foi com Kaká, em jogada que havia sido ensaiada nos treinos táticos. Após contragolpe rápido, o meia do Milan recebeu pela direita e bateu forte, obrigando boa defesa de Rogério Ceni no canto esquerdo alto. Em seguida, Ronaldo abriu o placar em um belo gol. Ronaldinho Gaúcho tabelou com Kaká e o atacante do Real Madrid completou a triangulação em um chute de longa distância, de pé esquerdo, à direita de Ceni. Aos 24min do treino, em uma de suas jogadas tradicionais, ele recebeu em velocidade e só teve o trabalho de bater no canto direito para marcar. Após pouco mais de 26 minutos, Parreira parou a movimentação, que teve continuidade com o campo em suas dimensões normais. Após cobrança de escanteio, Cris entrou no "segundo pau" e descontou de cabeça, mas, mesmo assim, os titulares continuaram dominando e construíram uma goleada com certa facilidade. O terceiro gol foi marcado por Adriano, que aproveitou cruzamento perfeito de Cafu da direita para desviar para o gol. Depois, Zé Roberto invadiu a área pela meia-esquerda e bateu cruzado para vencer Júlio César. Após o coletivo, Parreira reuniu Roberto Carlos, Cafu, Zé Roberto e o quarteto ofensivo para treinar algumas situações ofensivas em cobranças de laterais. A seleção brasileira vai realizar mais um coletivo neste domingo. O adversário é o time de juniores do Fluminense, que está fazendo uma excursão pela Europa. Escrito por ecypiranga@bol.com.br às 13h23
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